Esta é uma versão desatualizada publicada em 2023-06-21. Leia a versão mais recente.

ANÁLISE COMPARATIVA DE MÉTODOS DE MEDIÇÃO DE VAZÃO EM CORPOS D´ÁGUA SUPERFICIAIS

Autores

  • Daniel Jadyr L. Costa UFSCar
  • Bene Eloi M. Camargo
  • André Guilherme Pradebon Tolentino
  • Jorge Akutsu
  • Natalia Andricioli Periotto
  • Marcel Okamoto Tanaka

DOI:

https://doi.org/10.59550/engurbdebate.v4i1.69

Palavras-chave:

águas superficiais, hidrometria, medição de vazão

Resumo

O conhecimento do comportamento hidrológico de bacias hidrográficas é importante para responder questões que abarcam o planejamento e a gestão dos recursos hídricos. A determinação de vazões em rios e canais é essencial para conhecer a disponibilidade hídrica superficial, com a finalidade de atendimento dos usos múltiplos da água. Diversos instrumentos e métodos podem ser utilizados para a execução de campanhas de medição de vazão. Neste trabalho realizou-se uma análise comparativa de quatro métodos de medição - flutuador, molinete velocimétrico, método acústico e método químico (método do traçador conservativo) – através da aferição de vazão em dois trechos de escoamentos superficiais, com intuito de verificar o comportamento e confiabilidade dos métodos aos casos aplicados. Dentre as formas de medição utilizadas, considera-se que o método do traçador químico apresentou maior confiabilidade nas duas situações estudadas. São relatadas as potencialidades e limitações para todos os métodos nos trechos em que eles foram aplicados. A consideração de características geométricas e hidráulicas das seções transversais como largura, profundidade e velocidade do escoamento, são considerados fatores importantes para a escolha dos métodos que podem ser aplicados com maior confiança para a determinação da vazão em condições de campo.

Biografia do Autor

Bene Eloi M. Camargo

Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Urbana - PPGEU, UFSCar, Brasil

André Guilherme Pradebon Tolentino

Estudante de graduação em Engenharia Civil, UFSCar, Brasil

Jorge Akutsu

Professor do Departamento de Engenharia Civil, UFSCar, Brasil

Natalia Andricioli Periotto

Departamento de Ciências Ambientais, UFSCar, Brasil

Marcel Okamoto Tanaka

Professor do Departamento de Ciências Ambientais e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais – PPGCAm, UFSCar, Brasil

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13403: Medição de vazão em efluentes líquidos e corpos receptores - Escoamento livre - Procedimento. Rio de Janeiro. 1995.

BIRD, R.B.; STEWART, W.E. & LIGHTFOOT, E.N. Transport phenomena, 2nd ed, 2007.

BOITEN, W. Hydrometry: A Comprehensive Introduction to the Measurement of Flow in Open Channels. CRC Press/Balkema, 3rd Edition, 2008.

BRASIL. Lei Federal nº 9.433 de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 1997.

BS EN ISO 748. Hydrometry — Measurement of liquid flow in open channels — Velocity area methods using point velocity measurements, 2021.

CAMPOREZ, P. Sede, escassez e mortes no interior do Brasil. Jornal: O Estado de S. Paulo, São Paulo, 02 de fev. de 2020.

CARVALHO, A. P. P. et al. Potential water demand from the agricultural sector in hydrographic sub-basins in the southeast of the state of São Paulo-Brazil. Agriculture, Ecosystems and Environment, v. 319, n. January, p.1-15, 2021.

CETESB – COMPANHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO/ANA – AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS. Guia nacional de coleta e preservação de amostras: água, sedimentos, comunidade aquáticas e efluentes líquidos. São Paulo: CETESB; Brasília: ANA, 2011.

COSTA, D.J.L. Modelo Matemático para Avaliação Hidrodinâmica de Escoamentos em Regime Não-permanente. Tese (Doutorado em Hidráulica e Saneamento) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2015.

COSTA D.J.L. et al. Hydrodynamic evaluation of retention time in non-steady state reactors using the N-CSTR model and numerical simulation. Desalination and Water Treatment, v.132, p.30-41, 2018.

COSTA, D.J.L. et al. Medição do consumo de água em propriedades rurais: desafios e alternativas tecnológicas. In: PALHARES, J.C.P., Produção animal e recursos hídricos: uso da água nas dimensões quantitativa e qualitativa e cenários regulatórios e de consumo. Brasília, DF: Embrapa, 2021. p. 97 – 156.

DIXON, H. et al. Intergovernmental cooperation for hydrometry – what, why and how? Hydrological Sciences Journal, Special Issue: Hydrological data: Opportunities and barriers, 2020.

Dobriyal, P., Badola, R., Tuboi, C., & Hussain, S. A. A review of methods for monitoring streamflow for sustainable water resource management. Applied Water Science, 7(6), 2617-2628, 2017.

EPA - ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. Stream Flow. In: Office Of Water: Monitoring Water Quality. Volunteer stream monitoring: a methods manual. Washington: EPA, 1997.

FULLER, D. Hydrometry: Principles and Practice. Callisto Reference, 2020.

GENERAL OCEANICS. Operators Manual: Digital Flowmeter Mechanical and Electronic 2030 and 2031 Series, 2018.

GIORGETTI, M.F. Fundamentos de fenômenos de transporte para estudantes de engenharia. 1ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2015.

HUNT, J. D. et al. Energy crisis in Brazil: Impact of hydropower reservoir level on the river flow. Energy, v. 239, 2022.

HUNDT, S., & BLASCH, K. Laboratory assessment of alternative stream velocity measurement methods. PloS one, 14(9), e0222263.019. Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0222263. Acesso em 12 jun. 2022.

LE COZ, J. et al. Estimating the Uncertainty of Streamgauging Techniques Using In Situ Collaborative Interlaboratory Experiments. Journal of Hydraulic Engineering, 142 (7), 2016. Disponível em: https://ascelibrary.org/doi/abs/10.1061/%28ASCE%29HY.1943-7900.0001109. Acesso em 12 jun. 2022

LEVENSPIEL. O. Chemical reaction engineering, 3rd ed., New York: Wiley & Sons Inc., 1999.

METCALF & EDDY, Inc. Wastewater engineering: treatment and resource recovery. McGraw-Hill, 5ª ed., 2014.

NGOMA, D.; WANG, Y. Hhaynu micro hydropower scheme: Mbulu – Tanzania comparative river flow velocity and discharge measurement methods. Flow Measurement and Instrumentation, vol. 62, p 135-142. 2018.

NORD, G. et al. Applicability of acoustic Doppler devices for flow velocity measurements and discharge estimation in flows with sediment transport. Journal of Hydrology, 509, 504-518, 2014.

ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico. Nota à Imprensa - Esclarecimentos em relação à nota técnica sobre avaliação das condições de atendimento eletroenergético do sistema interligado nacional - Estudo prospectivo junho a novembro de 2021. Disponível em: http://www.ons.org.br/Paginas/Noticias/Nota-a-imprensa-Esclarecimentos-em-relacao-a-nota-tecnica-Avaliacao-das-Condicoes-de-Atendimento-Eletroenergetico-do-SIN.aspx. Acesso em: 13 mai. 2022.

SANTOS, I. et al. Hidrometria Aplicada. Curitiba: LACTEC - Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento, 2001.

SCHUGERL, R., VELISKOVA, Y., & KIMLICKOVA, T. Comparison of the discharge and flow velocity values determined by ADV device and indicator method. In IOP Conference Series: Earth and Environmental Science (Vol. 362, No. 1, p. 012056). IOP Publishing, 2019.

SONTEK/YSI. Manual do usuário do ADV® de mão do FlowTracker®. YSI Environmental Company, 2009.

SOUPIR, M. L., MOSTAGHIMI, S., & MITCHEM, JR, C. E. A comparative study of stream‐gaging techniques for low‐flow measurements in two Virginia tributaries 1. JAWRA Journal of the American Water Resources Association, 45(1), 110-122, 2009.

SU, Y. & LANGHAMMER, J. (2014). Feasibility of using a salt tracer dilution method to estimate stream flow in small mountainous catchments in the Sumava Mountains. Proceedings of the 2nd Biannual CER Comparative European Research Conference. p. 106-109.

WORLD METEOROLOGICAL ORGANIZATION. Manual on Stream Gauging. Chairperson, Publications Board, Geneva 2, Switzerland, 2010.

YU, Z. et al. Preface: Hydrological processes and water security in a changing world. Proceedings of the International Association of Hydrological Sciences, v. 383, n. 4, p. 3–4, 2020.

Downloads

Publicado

2023-06-21

Versões