Restauro e projeto
beleza entre a ruína e a memória
DOI:
https://doi.org/10.14244/engurbdebate.v7i1.164Palavras-chave:
Brutalismo, Non Finito, Estética, Patrimônio, CidadeResumo
Este trabalho discute a intersecção entre ruína urbana, projeto de restauro e estética do non finito, a partir da intervenção na Casa Grande e Tulha em Campinas. A ruína é compreendida como vestígio ativo de memória e potencial de resistência à homogeneização urbana. Utilizando referenciais teóricos como Simmel, Ruskin, Brandi e Banham, analisa-se como o restauro crítico pode operar como projeto estético e político, articulando história, matéria e temporalidade. Defende-se uma abordagem de restauro que valorize a patina, a materialidade bruta e as marcas do tempo, em oposição à lógica da restituição idealizada. A intervenção na Casa Grande e Tulha propõe um brutalismo do restauro: o novo não mimetiza o antigo, mas o revela por contraste. A escolha de materiais como concreto, vidro e aço enfatiza a contemporaneidade da ação sem apagar a história material. Conclui-se que a ruína, como matriz de projeto, oferece uma estética da incompletude que resiste à homogeneização do presente, fundando possibilidades de futuro crítico para a cidade contemporânea.
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